Conto: O Acerto.
Por: Rafael Garcia Dias
No deposito escuro do supermercado, enquanto todos o esperavam pelo lado de fora, para fim do expediente, já atrasado e causando irritações aos seus companheiros de serviço, Nélio procurava desesperadamente a chave do portão principal da ala “B”.
Eufórico e apavorado, a desistência para chamar por ajuda de seus companheiros foi sua decisão. Deu meia volta para o corredor de saída, e por um feixe de luz da janela, brilhou algo que chamou sua atenção.
Com intuito de achar a chave, seguiu em direção a prateleira tranqüilamente, sentiu o alivio de ir encontrar a chave, trancar o portão principal e nunca mais precisar estar ali, afinal, era seu ultimo dia de serviço. Por decisões de seus pais, a partir daquele dia, seguiria o negocio da família, comerciando terrenos.
Abaixou-se, esticou o braço, sentiu o gelo do chaveiro de alumio em suas mãos, e percebeu, mesmo no escuro, que um par de botinas camurçadas estavam em pé ao lado das chaves.
Arrepiou-se, olhou para cima, e um gancho afiado e pontudo, partiu-lhe a cabeça, sangue quente escorreu em sua face, mãos adormecidas e pernas tremulas, sua visão embaçada reconheceu um rosto cruel, com olhares impiedosos, dizia murmurando: “Durante 9 anos te empreguei, e agora me abandonas-te, você não merece coisa melhor!”
Sim! Eu tirei carta lah!! É a única auto-escola que deixa você assinar diferente do seu RG!! huahua